Essa semana um cliente chegou no meu atendimento já com o diagnóstico pronto.
Sabia que a marca não tinha identidade visual estruturada. Sem paleta definida, sem tipografia, sem variação de logo. Ele mesmo reconheceu tudo isso. Aí na hora de falar sobre o projeto, ele virou pra mim e disse que “não quer mudar muito porque já está dentro do molde da profissão.”
Parei. Respirei. E fiz uma pergunta simples: “Você sabe que se continuar nesse molde, você não se destaca né?”
O silêncio que veio na hora.
Existe uma visão que destrói marcas antes delas existirem de verdade. É a ideia de que cada segmento tem um visual obrigatório. Uma fórmula. Um molde.
Todo dentista usa azul.
Todo salão de beleza usa letra cursiva.
Nutricionista? Folha verde, com certeza.
E aí as pessoas chegam com visões incríveis pra suas marcas, cores que fariam sentido, conceitos que contariam uma história real, e abrem mão de tudo isso pra entrar numa caixinha que o mercado construiu e ninguém sabe bem por quê.
O raciocínio é: “vou no seguro.”
O resultado é: você vira mais um.
Porque dentro dessa caixa não tem diferencial. Tem conforto pra você e indiferença pra quem te vê.
E tem uma diferença brutal entre ser referência e ser opção.
Referência é quando o cliente pensa em você antes de ir procurar.
Opção é quando ele te encontra no meio de outros dez iguais e decide pelo preço.
Você não vira referência seguindo o molde de todo mundo.
Você chega quebrando ele com intenção.
Então deixa eu repetir o que eu disse lá no começo: PENSE FORA DA CAIXA.
Não como conselho motivacional vazio.
Como estratégia de sobrevivência da sua marca
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